Caros,
Chegou a hora de parar o blog.
Grande abraço a todos.
Este blog contém material sobre anestesiologia e áreas afins. Caso você queira postar algum relato ou sugerir temas e textos enviar material para fabianotimbo@yahoo.com.br.
domingo, 1 de dezembro de 2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Congresso Brasileiro de 2013: A Busca Por Boas Evidências
Analisar artigos para saber se são bons não é nem nunca foi uma tarefa fácil porque mais do que uma tarefa, é uma habilidade.
PRIMEIRO PASSO
O primeiro passo para identificar um artigo bom é perceber se ele é VÁLIDO. O maior e melhor padrão-ouro em Anestesia é o ensaio clínico randomizado. Isso por si só já ajuda a perceber que outros tipos de estudo são "um pouco" menos importantes porque estão mais propensos a tendenciosidades.
O leitor deve ser capaz de identificar se houve randomização, se ela foi adequada, se houve mascaramento, se ele foi adequado e se os pacientes foram analisados corretamente ou se houve perda de dados.
SEGUNDO PASSO
O segundo passo é perceber se o artigo possui IMPORTÂNCIA.
Eu acredito que a forma mais fácil de ver isso é analisar os dados e como eles foram calculados. O primeiro dado a ser visto é se houve cálculo do amanho da amostra ou se o autor do trabalho escolheu os pacientes ou participantes sem critérios.
Os testes estatísticos devem também ser acessados. Os mais utilizados são: t de student, qui-quadrado e a estatística descritiva.
O teste t de student só pode ser utilizado para duas médias e dados com distribuição normal (a grosso modo com pelo menos 30 participantes em cada grupo).
O teste do qui-quadrado analisa proporções ou porcentagem. Se o número de participantes for menor que 30 ele não deve ser utilizado. Se o número de participantes for menor que 100 ele deve ser corrigido.
TERCEIRO PASSO
O terceiro e último passo é ver a APLICABILIDADE.
É necessário ver os critérios de inclusão, exclusão, descrição da intervenção e se o leitor acredita que os resultados podem ser reproduzidos na prática por ele ou por qualquer colega de profissão.
A conclusão deve demonstrar plausibilidade biológica.
Por exemplo: A conclusão diz que 300 mcg de morfina no neuroeixo abole em definitivo a dor. Ok. Mas e os efeitos adversos desta dose:? (foram ou não pesquisados?).
É ISSO AI!
terça-feira, 19 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
domingo, 27 de outubro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Passar no TSA - Título Superior de Anestesiologia
Mais informações:
Tel: 11 3338-1756 com Sra. Márcia
e-mail: queropassarnotsa@hotmail.com
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Coagulopatia do Trauma
A coagulopatia do trauma não é um tipo ou variação de COAGULAÇÃO INTRAVASCULAR DISSEMINADA.
A coagulopatia que ocorre no trauma já se inicia antes mesmo do paciente chegar ao hospital e seu gatilho parece ser a hipotensão arterial sistêmica.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
Remifentanil: um fármaco com potencial para induzir um estado de maior necessidade de analgesia pós-operatória, é realmente necessário para a prática clínica?
A International Association of the Study of Pain diz que hiperalgesia é uma resposta aumentada a um estímulo que normalmente sieria doloroso. O uso do remifentanil permite que o paciente tenha maior percepção da dor e pode estar associado a um estado de hiperalgesia induzida pelo opióide.
Guignard et al. realizaram estudo em 2000 realizaram estudo e perceberam que as doses de remifentanil acima de 0,3 mcg/kg/min induziam a um maior consumo de opióide no pós-operatório e que o fentanil poderia estar sendo o responsável diretamente por este achado. A partir deste estudo os anestesiologistas resolveram respeitar esta dose como se fosse dose segura para prevenir o surgimento da hiperalgesia. Schmidt et al. realizaram estudo em 2007 demonstrando que este estado de hiperalgesia pode ser mais frequente em procedimentos com duração maior que 3 horas.
Em fim, a limitação a dose de 0,3, citada cima, permite-nos duvidar que todos os pacientes apresentem a mesma resposta favorável a esta dose, uma vez que seres humanos são complexos e biologicamente diferentes. A percepção sobre isto existe na prática clínica de diversas formas, tais como: uso de condutas diversas para impedir o surgimento da hiperalgesia induzida pelo opióide, associação de técnicas anestésicas, uso do outros opióides em associação com remifentanil e uso de doses maiores de opióides fortes antes mesmo do término da cirurgia. Um fármaco que requer tantos cuidados deveria ter suas indicações revistas uma vez que a satisfação do paciente no cenário das pesquisas clínicas vem sendo relegada a segundo plano.
São necessários mais estudos clínicos com delineamento adequado demonstrando que variáveis clínicas importantes como mortalidade, qualidade de vida e grau de satisfação são afetados positivamente pelo uso do remifentanil.
Guignard et al. realizaram estudo em 2000 realizaram estudo e perceberam que as doses de remifentanil acima de 0,3 mcg/kg/min induziam a um maior consumo de opióide no pós-operatório e que o fentanil poderia estar sendo o responsável diretamente por este achado. A partir deste estudo os anestesiologistas resolveram respeitar esta dose como se fosse dose segura para prevenir o surgimento da hiperalgesia. Schmidt et al. realizaram estudo em 2007 demonstrando que este estado de hiperalgesia pode ser mais frequente em procedimentos com duração maior que 3 horas.
Em fim, a limitação a dose de 0,3, citada cima, permite-nos duvidar que todos os pacientes apresentem a mesma resposta favorável a esta dose, uma vez que seres humanos são complexos e biologicamente diferentes. A percepção sobre isto existe na prática clínica de diversas formas, tais como: uso de condutas diversas para impedir o surgimento da hiperalgesia induzida pelo opióide, associação de técnicas anestésicas, uso do outros opióides em associação com remifentanil e uso de doses maiores de opióides fortes antes mesmo do término da cirurgia. Um fármaco que requer tantos cuidados deveria ter suas indicações revistas uma vez que a satisfação do paciente no cenário das pesquisas clínicas vem sendo relegada a segundo plano.
São necessários mais estudos clínicos com delineamento adequado demonstrando que variáveis clínicas importantes como mortalidade, qualidade de vida e grau de satisfação são afetados positivamente pelo uso do remifentanil.
- Guignard B, Bossard AE, Coste C, et al. Acute opioid tolerance: intraoperative remifentanil increases postoperative pain and morphine requirement. Anesthesiology 2000;93:409-17.
- Schmidt S, Bethge C, Forster MH, Schafer M. Enhanced postoperative sensitivity to painful pressure stimulation after intraoperative high dose remifentanil in patients without significant surgical site pain. Clin J Pain 2007;23:605-11. doi:10.1097/AJP.0b013e318122d1e4.
- Konopka KH, van Wijhe M. Opioid-induced hyperalgesia: pain hurts? Br J Anaesth. 2010 Nov;105(5):555-7. doi: 10.1093/bja/aeq286.
terça-feira, 23 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
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