segunda-feira, 27 de maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Medo de Agulha


Eu comecei a postar alguns vídeos e documentos na internet em um passado próximo, mas tão logo comecei muitos pacientes começaram a me manifestar o mesmo medo. MEDO DE AGULHAS.

Os pacientes perguntam regularmente se é possível receber alguma coisa antes de ser furado e assim não sentir nem ver a agulha.

Pasmem!

É PERFEITAMENTE POSSÍVEL DORMIR E NÃO SE LEMBRAR QUE FOI FURADO DURANTE A ANESTESIA.

As técnicas e novas drogas existentes hoje permitem que o paciente respire anestésico e durma, como é feito em algumas crianças, ou ingerir sedativos para dormir e ter amnésia do momento.

Se isso acontece com você fique calmo, pois, seu problema tem solução. Agora perceba que além da agulha você tem um problema de cunho emocional que precisa ser tratado. Procure um psicólogo e trate seu "real problema".

Boa sorte com as agulhas. Veja um vídeo que fiz abaixo para mostrar o tamanho do instrumento que justifica esta fobia.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

O que a filosofia diz sobre a teoria do conhecimento

AULA MINISTRADA AOS MESTRANDOS EM CIÊNCIAS DA SAÚDE DA DISCIPLINA DE BIOESTATÍSTICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS EM 2012


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Mortalidade em Anestesia: Raquianestesia

Resumo aos leigos

Esta foi uma carta enviando a Revista Brasileira de Anestesiologia abordando a mortalidade da raquianestesia e da anestesia peridural quando a cirurgia é realizada na metade inferior do corpo. embora existam muitas pesquisas nesta área, praticamente não se consegue ver uma mortalidade maior que 5% e isto é muito bom porque vendo pelo outro lado 95% das pessoas que recebem anestesia na coluna saem vivas. Trocando as palavras para cada 20 pacientes operados haveria uma chance, disse chance e não fato ou morte, de 1 paciente vir a falecer.

E quando se diz chance se fala em probabilidade e não em certeza. 

Carta ao editor-chefe da Revista Brasileira de Anestesiologia

Existe Diferença de Mortalidade da Anestesia Neuroaxial Quando Comparada a Anestesia Geral para Procedimentos Cirúrgicos Abaixo da Cicatriz Umbilical?

Prezado editor-chefe,
O debate sobre a influência da escolha da técnica anestésica sobre a mortalidade nas cirurgias realizadas na metade inferior do corpo permanece ainda nos dias de hoje. Apesar da discordância que existe entre os clínicos a maioria concorda que múltiplos fatores possam influenciar a taxa de mortalidade, tais como: presença de comorbidades, porte da cirurgia, o método de anestesia escolhido e a qualidade do atendimento perioperatório prestado. 1 Algumas pesquisas têm sido feitas na tentativa de elucidar a influência da escolha da técnica anestésica neste cenário considerando e medicina baseada em evidências. 2-4 Os ensaios clínicos randomizados podem trazer respostas definitivas a perguntas de pesquisa que envolvam intervenções e as revisões sistemática podem auxiliar na identificação das melhores evidências até determinado momento assim como orientar futuras pesquisas. 5
Rodgers et al. analisaram 141 estudos incluindo 9559 pacientes e constataram que a mortalidade pode ser até 30% menor a favor da anestesia neuroaxial. Algumas críticas devem ser feitas: a análise incluiu pacientes que receberam anestesia para cirurgias acima da cicatriz umbilical, diversas especialidades cirúrgicas foram analisadas com pacientes submetidos a cirurgias de especialidades diferentes e foi utilizada analgesia peridural por pelo menos 24 horas após o procedimento. Estas considerações impedem que os resultados sejam generalizados e reforçam a importância de que estudos mais individualizados sejam realizados para responde definitivamente a pergunta. 
Os pacientes submetidos à cirurgia vascular foram analisados em uma revisão sistemática demonstrando que a incidência de pneumonia no grupo submetido à anestesia geral foi maior, porém sem impacto significativo na mortalidade que não mostrou diferença entre os grupos de análise. 3
Os pacientes submetidos à cirurgia urológica foram avaliados numa revisão sistemática realizada e publicada no Brasil.4 As drogas utilizadas, as técnicas anestésicas escolhidas e as variáveis analisadas foram diferentes entre os estudos selecionados impossibilitando a realização dos cálculos de metanálise. A mortalidade foi analisada em três estudos. 6-8 Em um estudo os resultados não foram apresentados porque o desfecho foi analisado como variável secundária.6 Em dois estudos não houve diferença entre os grupos analisados. 7,8
Os pacientes submetidos à cirurgia ortopédica estão sendo analisados em pesquisa ainda não concluída, porém os dados de ensaios clínicos aleatórios publicados até o momento parecem ser conflitantes e as revisões sistemáticas existentes estão desatualizadas tendo em vista o surgimento de novos fármacos. 9
A diferença de mortalidade da anestesia neuroaxial quando comparada a anestesia geral para procedimentos abaixo da cicatriz umbilical ainda não está estabelecida e a resposta a esta pergunta de pesquisa ainda não é definitiva. São necessários mais ensaios clínicos randomizados considerando número suficiente de participantes e adequado tempo de seguimento após o procedimento cirúrgico. A escolha da técnica anestésica dependerá do bom senso do profissional perante cada situação clínica.

Atenciosamente,





Referências

1. Gulur P, Nishimori M, Ballantyne JC - Regional anaesthesia versus general anaesthesia, morbidity and mortality. Best Pract Res Clin Anaesthesiol,  2006;20(2):249-263.
2. Rodgers A, Walker N, Schug S et al - Reduction of postoperative mortality and morbidity with epidural or spinal anaesthesia: results from overview of randomised trials. BMJ, 2000;321:1–12.
3. Barbosa FT, Jucá MJ, Castro AA, Cavalcante JC. Neuraxial anaesthesia for lower-limb revascularization. Cochrane Database of Systematic Reviews. Em: The Cochrane Library, Volume 11. DOI: 10.1002/14651858.CD007083.pub1
4. Barbosa FT, Castro AA - Neuraxial anesthesia versus general anesthesia for urological surgeries: systematic review. Sao Paulo Med J, 2013; em processo de publicação.
5. Barbosa FT, editor. Introdução a Revisão Sistemática: A Pesquisa do Futuro. [livro na Internet]. 2013. [Acesso em: 20 fev 2013]. Disponível em: http://bit.ly/lrs01.
6. Brown DR, Hoter RE, Patterson DE et al - Intrathecal anesthesia and recovery from radical prostatectomy: a prospective, randomized, controlled trial. Anesthesiology, 2004;100(4):926-934.
7. Shir Y, Raja SN, Frank SM - The effect of epidural versus general anesthesia on postoperative pain and analgesic requirements in patients undergoing radical prostatectomy. Anesthesiology, 1994;80(1):49-56.
8. McGowan SW, Smith GF - Anaesthesia for transurethral prostatectomy. A comparison of spinal intradural analgesia with two methods of general anaesthesia. Anaesthesia, 1980;35(9):847-853.
9. Barbosa FT, Castro AA. Mortality frequency of the neuraxial anesthesia compared to general anesthesia for orthopedic surgeries: systematic review. PROSPERO 2012:CRD42012002678. Disponível em: http://www.crd.york.ac.uk/PROSPERO/display_record.asp?ID=CRD42012002678.